Celebridades descobrem lado ruim do Twitter (por ultimo segundo)

Publicado: setembro 17, 2010 em Sem categoria

Será que a obsessão das celebridades pelo Twitter está começando a acabar? Quando o cantor John Mayer, um dos mais célebres tuiteiros, com 3,7 milhões de seguidores, fechou sua conta na segunda-feira, engrossou a lista de celebridades que tem abandonado o serviço de microblog.

Alguns astros estão descobrindo que o Twitter pode ser ótimo como ferramenta promocional ou para falar com os fãs, mas que também tem seu lado negativo. A cantora adolescente Miley Cyrus deletou sua conta há um ano, depois de ser convencida por seu novo namorado, Liam Hemsworth, a ficar em silêncio.

Amanda Bynes, de Hairspray, cancelou sua conta na semana passada, sem dar satisfação aos fãs. No começo do mês, Demi Lovato, 18 anos, estrela da Disney, anunciou que iria dar “adeus ao Twitter” porque “o acesso que as outras pessoas têm é desconfortável para mim”.

“A bênção de tuitar para as celebridades era essa ideia de que você poderia evitar o envio de um press release e ir diretamente àqueles que estão lhe seguindo”, disse Robert Thompson, professor de Televisão e Cultura Popular da Universidade Syracuse.

Mas muitas celebridades estão passando constrangimentos por causa do que escrevem. Bynes, 24 anos, não deu explicações para o fim do seu Twitter, mas aparentemente não se deu muito bem com esse universo. Neste ano, ela usou o serviço para anunciar que iria deixar a carreira de atriz, mas desanunciou a aposentadoria um mês depois. Ela também brigou com usuários que discordavam das suas tuitadas, inclusive no que diz respeito a suas preferências em relação aos homens.

“Muitas celebridades estão descobrindo o velho ditado de que a familiaridade alimenta o desprezo”, disse Thompson à Reuters. “Costumávamos achar que as celebridades eram pessoas distantes, com as quais jamais poderíamos nos comunicar. O Twitter reverteu isso, e algumas celebridades estão ficando cansadas.”

Basta perguntar à cantora country LeAnn Rimes, que era uma usuária ativa do Twitter na época em que seu casamento acabou, depois de ela trair seu marido com o ator casado Eddie Cibrian. Depois de Rimes e Cibrian se divorciarem dos respectivos cônjuges, a dupla foi fotografada se beijando, o que causou indignação. A cantora então começou a ser atacada no Twitter e, quando tentou se defender pelo microblog, foi ainda mais retaliada.

Em julho, Rimes fechou sua conta, declarando ser “insalubre para mim e para a minha família ler comentários negativos”. Uma semana depois, no entanto, ela voltou ao microblog, contando que sentia saudade dos fãs e queria que eles soubessem “o quanto eu aprecio vocês”.

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Nova edição do dicionário tem verbetes como bandeide, bullying, fotolog, pop-up, ricardão, saidinha de banco, test drive e tuitar

No ano do centenário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, crítico, tradutor e lexicógrafo brasileiro, a editora Positivo lança a 5ª edição do Dicionário Aurélio, revista e ampliada. A nova versão tem 2.272 páginas e é 6% maior do que a anterior. O dicionário traz uma relação com as 3 mil palavras mais utilizadas na escrita contemporânea, escolhidas de um acervo com mais de 5 milhões de ocorrências. Há palavras e expressões usadas na internet e de outras línguas, como bullying, ecobag, fotolog, nerd, petit gâteau, pop-up, sex shop, test drive e tuitar.

A elaboração da nova edição levou seis anos e teve a coordenação de Marina Baird Ferreira – viúva de Aurélio – e de Margarida dos Anjos – assistente do autor por mais de quatro décadas –, além de uma equipe de lexicógrafos. O objetivo da nova versão é abrigar as palavras, significados e expressões que refletem a nossa época e eliminar dúvidas quanto à definição, uso e grafia.

O uso das abonações (frases que servem para demonstrar a exatidão do significado de uma palavra ou locução) também foi ampliado. O novo dicionário traz, além das citações utilizadas em edições anteriores, trechos de novas obras da literatura nacional e internacional, que demonstram como as palavras são utilizadas no discurso real de uma língua viva, orgânica e contemporânea.

As palavras que passaram a fazer parte do Aurélio têm origens em diversas áreas, como informática, biologia, botânica e genética. Confira algumas delas: agrobusiness, allnews, bandeide, barwoman, biojoia, blogar, blue tooth, blu-ray disc, blu-ray player, bollywoodiano, botox, bullying, chef, chocólatra, chororô, ciabatta, combo, cookie, data-show, donut, doula, e-book, ecobag, ecojoia, ecotáxi, ecoturismo, empreendedorismo, Enem, flex, fotolog, glamorizar, hora-aula, hotspot, mix, mochileiro, nerd, odontogeriatria, pet shop, petit gâteau, pop-up, pré-sal, ricardão, saidinha de banco, SAMU, sex shop, tablet, test drive, tuitar.

A taxa de desemprego entre as pessoas que concluíram o segundo grau no Brasil é maior do que entre aquelas que não terminaram essa etapa na sua formação, diz um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), divulgado nesta terça-feira.

 
O dado, que vai na contramão da tendência verificada nos países ricos, onde o maior nível de formação educacional garante maiores chances de encontrar um trabalho, está no relatório “Olhares sobre a Educação 2010”, que analisa a situação do ensino em 38 países – os 31 países membros e alguns países tidos como parceiros da organização para a realização de estudos sobre educação.

O índice de desemprego entre os que não concluíram o segundo grau no Brasil é de 4,7% da população ativa, enquanto a taxa dos que terminaram o curso é de 6,1%, diz o economista Etienne Albiser, da divisão de indicadores e análises sobre educação da OCDE.

Segundo ele, uma das razões desse paradoxo no Brasil seria a alta taxa de desemprego entre mulheres que concluíram o segundo grau. Essa taxa é de 8,5%, bem superior ao mesmo índice de mulheres nos países da OCDE, que é em média de 5%.

“Outro fator é a estrutura da economia brasileira, que teria mais necessidade de uma mão-de-obra menos qualificada, embora não existam estatísticas a respeito”, disse o economista à BBC Brasil.

Sem diploma
Segundo a OCDE, pelo menos dois terços das pessoas entre 25 e 64 anos no Brasil não têm diploma de estudo secundário.

O Chile, a Grécia, o Luxemburgo e o México, que são membros da organização, registram situação semelhante à do Brasil. Nesses países, a taxa de desemprego entre as pessoas que não concluíram o segundo grau também é menor do que a registrada pelas que obtiveram esse diploma.

“Nos países da OCDE, o diploma de conclusão do segundo grau é considerado como a bagagem mínima para ser competitivo no mercado de trabalho. A taxa de desemprego das pessoas com esse diploma é menor, em média, de cerca de 4 pontos percentuais em relação ao que não atingiram esse nível de formação”, afirma o estudo.

O documento também revela que as despesas do governo brasileiro com alunos do ensino primário e secundário quase dobraram entre 1995 e 2007.

Em 2007, último dado disponível, os gastos por aluno dos ciclos primário e secundário no Brasil atingiram US$ 1,8 mil. Nos países da OCDE, a média é de US$ 7,6 mil.

“Os gastos do Brasil com o ensino primário e secundário era um dos mais baixos entre os países analisados. Houve o aumento da população, mas também havia a necessidade de recuperar o atraso em relação aos demais países”, diz Albiser.

Os gastos com educação no Brasil passaram de 3,7% no período 1994-2000 a 5,2% do PIB em 2007.

Entre os países analisados no relatório, apenas o Brasil, o Chile, a Dinamarca, os Estados Unidos registraram um aumento dos gastos com educação superior a 0,8 ponto percentual do PIB nesse período.

A parte da educação no orçamento brasileiro passou de 11,2% a 16,1% do total entre 1995 e 2007, afirma o estudo.

CIDADE DO SALVADOR

Na semana passada, minha namorada, senhora Larissinha, me presenteou com um ingresso para o Festival Resistência HIP HOP, que ocorreu na cidade. Tivemos as apresentações de MV BILL, Racionais Mc’s e Facção Central, além de grupos locais que faziam suas rimas nos intervalos dos shows. Um evento muito interessante dentro da cidade que é massacrada por um estilo musical, que inibe as realizações de atividades culturais fora  deste padrão. Infelizmente, esta é a cidade do Salvador no início do século XXI, não se abriu para o mundo, encontra-se inacabada, despreparada para o futuro.

O som, de primeira. Cheguei com M V BILL tocando e agitando a galera que estava presente, um ótimo público, mesmo com muitoas vagas no estacionamento, o interior do parque estava cheio. Chegar à frente do palco era tarefa impossível. Quando os Racionais entraram no palco, quase 1h da manhã, a galera foi à loucura: cantando todas as músicas nos mínimos detalhes, com break, malícia, swing e muita rebeldia. O show foi bom.

Um fato que me fez pensar foi o da homogeneidade do público. Jovens da periferia, com muitas drogas em mãos, consumindo, passando, com suas bermudas cyclones. As meninas, novíssimas, envolvidas com tudo que estava presente no ambiente… Para o leitor vou deixar mais claro: o público era composto exclusivamente pelos guetos, palavra na moda, da cidade do Salvador.  A parte pobre da cidade, que a nossa classe média e a elite arcaica, preferem se afastar em seus condomínios, com lazer completo.

Esta situação de formação de guetos é preocupante em nossa cidade. As ruas estão vazias, as pessoas estão com medo de sair, a classe média, que é a tal da formadora de opinião, se omiti, descarrega o seu preconceito, só aumentando o abismo.  Se continuarmos negando esta população, que vive a margem da sociedade, deixaremos uma ferida aberta em constante evolução.

Senti falta de colegas, de pessoas da classe média, educadores, pensadores, autônomos… pessoas que gostam do estilo musical, mais que deixou de frequentar estes eventos. Será que sentem medo? O medo é a trava que deve ser rompida para iniciarmos um verdadeiro avanço nesta cidade. Está gente é carente de tudo. Nós não assumimos estes habitantes de Salvador. Estamos vivendo na “segurança” dos shoppings, do barzinho do final de semana e dos cinemas, estamos nos afastando das ruas.  

Acredito que o contato entre os povos facilita as relações sociais, acalma os conflitos, reduz à desigualdade, o outro pode ter exemplos a seguir, estabelece uma possibilidade de inserção social. Enquanto as relações sociais em nossa cidade forem marcadas pela herança patrimonial escravocrata portuguesa, só aumentaremos a exclusão social.

Vamos levantar a bunda do sofá, andar pelas ruas, valorizar o que temos, e, principalmente reconhecer o nosso povo.

Nota: Somente no fim da tarde do domingo fiquei sabendo da morte que ocorreu dentro do evento. Um jovem foi assassinado.

O GIGANTE ACORDOU(por César Batista)

Publicado: agosto 17, 2010 em Sem categoria

O futuro e alí

 

A civilização chinesa é alvo da curiosidade dos ocidentais desde os tempos mais remotos. Sabemos que ela surgiu no Crescente fértil, região que abrange o nordeste da África até o vale dos rios azul e amarelo na China. Uma civilização que no início da era cristã, século X, já tinha 100 milhões de habitantes, que muito cedo criou a pólvora, o papel, a seda e um dos principais instrumentos de navegação, a bússola. Este povo, que as pesquisas historiográficas mais recentes afirmam que tinham navegado pelo oceano atlântico muito antes dos lusitanos, ascendeu ao século XXI como a provável potência mundial.

Durante a Idade Média, europeus e árabes tiveram muita curiosidade sobre a civilização oriental, pois os produtos que chegavam aos interpostos comerciais, além de gerar muitos lucros, eram inovadores e muito valiosos no mercado internacional. É clássica a viagem de Marco Pólo, que no  Livro das Maravilhas, descreveu toda a riqueza dos chineses, do poder centralizado nas mãos do imperador e da utilização do papel moeda, fato que deixou o viajante italiano muito espantado. Outra citação sobre a China foi feita por Napoleão Bonaparte, que séculos depois de Marco Pólo disse que:    “Ali repousa um gigante adormecido. Se um dia acordar, nada poderá detê-lo”.  É justamente o que está acontecendo.

No final de década de 70 do século XX, o presidente Deng Xiao Ping, deu inicio a uma série de reformas que impulsionaram a economia chinesa. As reformas se basearam nos seguintes aspectos: modernização da agricultura, da indústria, da ciência e tecnologia e do setor militar. A China que desde a Revolução comunista de 1949 se fechou para o ocidente, implantou uma economia de mercado, onde o Estado era o principal gestor das atividades econômicas, o socialismo chinês, diferente de qualquer prática dos países vermelhos.  

Os resultados foram impressionantes, pois muitos países capitalistas investiram na China, diversas multinacionais têm filiais e bases de produção lá. O país conta com uma grande quantidade de mão-de-obra barata e um mercado consumidor crescente, cerca de 1,5 bilhões de habitantes, o lucro é certo. Desde a década de oitenta que a China cresce em média 10% ao ano e agora no meio de 2010 ultrapassa o Japão como a segunda maior economia do planeta.  Os analistas dizem que em 2027 ela será a maior economia do planeta.

Definitivamente o gigante despertou!!!

Os trabalhadores ambulantes no Brasil Império

Neste momento em que a cidade do Salvador passa por uma série de transformações, questionáveis na sua forma, mas inevitáveis em uma sociedade capitalista, temos que dialogar com a História e perceber a profundidade do problema social que a soterópolis está enfrentando. Se por um lado, a nossa construção de sociedade foi baseada em conceitos conservadores, na opressão do colonizador, que impunha as suas leis e que de alguma maneira tentava controlar a vida na cidade.  Os setores marginalizados sempre gozaram de certa liberdade, mesmos nos tempos da escravidão, onde os escravos circulavam livremente pela cidade, trabalhando e gerando renda para os seus donos.

O trabalho ambulante, que era controlado e regulado pelo Estado Imperial, nos permite refletir sobre a atual ocupação do espaço urbano pelos camelôs, barraqueiros    ( de praia e  das festas de largo), flanelinhas, lava a jato  e outras atividades informais em nossa cidade.

Os estudos mais recentes nos informam que no século XVIII já existiam os chamados escravos de ganho em Salvador. Escravos de ganho eram os cativos que exerciam diversas atividades no centro da cidade, e que no final do dia entregava uma parte do dinheiro arrecadado ao seu senhor, parte esta pré-estabelecida pelas partes. O que sobrava ficava para o escravo. Renda que possibilitava desde a compra da alforria, até o aluguel de quartos para morar.

 Eles transportavam as pessoas em liteiras, carregavam mercadorias do porto, vendiam comida, faziam barba, serviços domésticos e muitas outras atividades. Esta atividade tornou-se uma grande fonte de renda para o senhor, que em quatro anos de trabalho do escravo já tinha retirado dinheiro investido na compra do mesmo.

Durante o século XIX, ocorreu a intensificação do trabalho ambulante em Salvador. Houve a formação dos “cantos”, esquinas específicas onde os negros se concentravam de acordo com a sua atividade e origem, para conseguir serviço. Nelas os escravos se reuniam, faziam batuques, participavam da vida urbana. Os “cantos” possibilitaram o estabelecimento de relações sociais entre os cativos. A construção da baianidade.

A ocupação do espaço urbano foi toda gerenciada pelo Estado, que estabelecia leis e regras de conduta para os escravos, trabalhadores das ruas. O trabalho informal atravessou os séculos, chegando ao século XX com muitas características do período anterior, mas se adaptando as mudanças como: o fim da escravidão e a implantação das relações de trabalho capitalista.

Neste contexto que a sociedade soteropolitana foi moldada, com regras específicas para beneficiar a elite, que tinha nos escravos de ganho, trabalhadores ambulantes, uma fonte de renda fácil. As leis muitas vezes não eram cumpridas por conveniência, tanto para o senhor como para o cativo. Desta negociação entre a elite criola e os escravos de Salvador, o espaço urbano foi sendo ocupado.

 

 

Continua…   

Bibliografia:

Andrade, maria josé de souza. A mão de obra escrava em Salvador (1811-1860), corrupio, são paulo,1988.

Bahia de todos os santos e africanos: trabalho escravo em Salvador na primeira metade do século XVIII. Daniele Santos de Souza ( artigo da aluna de mestrado da UFBa).

MINHA CIDADE PARTE 1 : O BANHO DE LUZ

Publicado: agosto 4, 2010 em Sem categoria

Neste ano em que as estações estão bem divididas, estamos passando por uma temporada de chuva  muito intensa, mas que no mês de agosto pode diminuir. Diversos transtornos estão sendo provocados pelas chuvas, tanto que a prefeitura prorrogou o prazo da operação chuva que só deve acabar no final do mês.

O que impressionou nas minhas andanças pela cidade foi o breu em que determinadas avenidas se encontravam. Parece que existe um rodízio em Salvador que funciona assim: parte da Barros Reis no escuro e outra iluminada; Avenida Luis Eduardo Magalhães escura, o Retiro todo claro. Estes exemplos se encaixam em diversos pontos da cidade, que em determinados momentos não temos nenhuma iluminação pública.

As ruas são muito mal iluminadas, são poucos os pontos da cidade que oferecem uma iluminação boa para a população. Um dos pré-requisitos  para o combate a violência que assola nossa cidade é uma boa iluminação. As lâmpadas que são utilizadas nos bairros são aquelas amareladas que iluminam muito pouco e consomem muito mais energia.  O prefeito que desde a sua primeira gestão faz propaganda das suas realizações, inclusive o banho de luz, se preocupa com os mijões… lamentável.

Com o objetivo de investigar mais situações estranhas em nossa cidade, demos início a sessão DESABAFO.

César Batista

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